CAMINHOS PARA A EDUCAÇÃO: buscando a conexão entre os seres e o mundo

Taís Batista[1] Cínthia Lima[2]

Para apresentar uma reflexão sobre educação partimos da percepção de que em uma sociedade complexa (VELHO, 1999) existem inúmeros “modelos”, propostas e até mesmo “fórmulas mágicas” para aqueles que se interessam em refletir sobre o que é educação, ou como educar.  Dentro dessas diferentes frentes no infinito universo de possibilidades, como é possível se orientar ou organizar propostas de ação para a educação, fora dos espaços de educação formal?

Dentro de um território vulnerável, em diálogos cotidianos junto a indivíduos submersos em diferentes contextos de violências, superficiais ou profundas, enraizadas ou passageiras, é necessário ter uma diretriz, um pressuposto, mesmo que este atue apenas como a utopia, como aquela descrita por Galeano, servindo para nos manter caminhando, em movimento e perseverança.

Quando pensamos em educar, buscamos o vínculo com cada indivíduo, considerando que é, passo a passo, pouco a pouco que o caminho conjunto se faz.

Todos os seres humanos têm um profundo desejo de estarem em bons relacionamentos” (PRANIS, 2011) Existe muito sofrimento no mundo – sofrimento físico, sofrimento material, sofrimento mental…Mas o maior sofrimento de todos é estar sozinho, sentindo-se rejeitado, não tendo ninguém. “Cada vez mais percebo que ser indesejado é a pior doença que qualquer ser humano pode experimentar” (Madre Teresa). Compartilhando dessa percepção buscamos sempre estar atentos/as a diferença, conforme nos alerta Quintás (in PERISSÉ, 2012), existente entre significado e sentido. “Cada ação tem um significado básico, que adquire, porém, um sentido único e peculiar dentro de determinado contexto” (PERISSÉ, 2012) buscamos criar relações relevantes nos efetivando como seres do encontro.

No dia da educação, reafirmamos a diretriz de caminho percorrido aos poucos e por vezes alicerçado em uma lógica de utopia “galeana”, para que possamos seguir caminhando, amparados na busca de bons relacionamentos inseridos dentro de uma convivência social.

[1] Mestranda em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Especialista em Geografia e Sociologia. Graduada em História Licenciatura Plena. Escritora de Livros de Literatura infantil. Técnica em Coordenação de Centrais no Núcleo de Justiça Restaurativa do Centro da Juventude da Lomba do Pinheiro, POA/RS.

[2] Pós-graduanda em Orientação Educacional. Graduada em Pedagogia Multimeios e Informática Educativa pela PUCRS. Técnica em Orientação Socioeducativa do Centro da Juventude da Lomba do Pinheiro, POA/RS.

Referências bibliográficas

GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. 9º edição L&M. 1970.

PERISSÉ. Gabriel. Pedagogia do encontro. Editora Factash. São Paulo, 2012.

VELHO, Gilberto. Projeto e Metamorfose: Antropologia das Sociedades Complexas. Editora Zahar. Rio de Janeiro, 1999.

WATSON Carolyn Boyes; PRANIS Kay. No coração da esperança-Guia de Práticas Circulares. Escola Superior da Magistratura da AJURIS Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul / Projeto Justiça para o Século 21. Porto Alegre, 2011.

[1] Mestranda em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Especialista em Geografia e Sociologia. Graduada em História Licenciatura Plena. Escritora de Livros de Literatura infantil. Técnica em Coordenação de Centrais no Núcleo de Justiça Restaurativa do Centro da Juventude da Lomba do Pinheiro, POA/RS.

[2] Pós-graduanda em Orientação Educacional. Graduada em Pedagogia Multimeios e Informática Educativa pela PUCRS. Técnica em Orientação Socioeducativa do Centro da Juventude da Lomba do Pinheiro, POA/RS.

 

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