Atividades alusivas ao Dia da Consciência Negra 20/11/2025

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Atividades alusivas ao Dia da Consciência Negra 20/11/2025

As reflexões referentes a identidade, consciência racial e a necessidade de debater sobre igualdade racial e a busca por uma postura antirracista permeia de forma orgânica as atividades propostas pelos serviços executados pelo CPCA. No entanto, a fim de marcar a luta contra o racismo e dar visibilidade as reflexões trazidas nas atividades desenvolvidas com as crianças, adolescentes e jovens durante o ano, no mês de novembro, onde temos instituído em nosso país o 20/11 como Dia da Consciência Negra, foram realizadas pelos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV, Trabalho Educativo – TE, Programa de Educação Integral – PEI e POD Centro da Juventude da Lomba do Pinheiro – CJ, mostras culturais através de diversas formas de expressões artísticas, literárias e gastronômicas a amplitude das contribuições da diáspora Africana na constituição do Brasil.

Seguem algumas informações sobre as lindas atividades realizadas para marcar esta importante data:

Pelo SCFV da Casa Santa Clara, foi promovida uma experiência profundamente significativa: os Caminhos Negros do Cafuncho, atividade inspirada no Museu do Percurso Negro. Este momento foi pensado como uma jornada de valorização da cultura afro-brasileira, da ancestralidade e da resistência negra, envolvendo nossos educandos em um processo de descoberta e construção coletiva de saberes. A partir de leituras, pesquisas e rodas de conversa, os educandos tiveram acesso aos diversos percursos que compõem o Museu. Com autonomia e protagonismo, decidiram quais trajetórias iriam explorar e apresentar. Esse processo foi marcado por curiosidade, escuta ativa e trocas ricas, revelando o interesse genuíno em compreender as raízes históricas e culturais que moldam nossa sociedade. Os percursos escolhidos foram: Bará do Mercado, Pegada Africana, Painel Afro-Brasileiro e o Tambor.

 

 

Já o SCFV da Casa São Francisco recebeu o convidado Maicon de Oxum que realizou atividade de gastronômica. Para esta atividade foi preparado Acarajé, contando a origem e história desta iguaria que se tornou um ato de reafirmação identitária, um gesto de valorização da cultura afro-brasileira e um instrumento de enfrentamento ao racismo. Ao conhecermos sua história e significado, reconhecemos o Acarajé não apenas como alimento, mas como símbolo sagrado, expressão viva da ancestralidade africana e do legado das comunidades negras do Brasil.

 

 

Durante a Exposição Partilhas da Consciência Negra, do SCFV/ Sede, o serviço dividiu as crianças e adolescentes em grupos, cada um escolhendo para si um nome que o caracterizava, desta forma, a turma Estrelas Lunares compartilhou com os demais educandos e educadores as aprendizagens referentes à temática do mês. Durante o momento de trocas, foi dialogado sobre as atividades pedagógicas realizadas, tais como, a leitura coletiva do livro Mandela: o africano de todas as cores, a prática do jogo de tabuleiro As Viagens do Tambor, a produção dos carimbos com símbolos Adinkras e a confecção das bonecas Abayomi. Para além disso, durante a produção das atividades refletiu-se sobre vivências diante do racismo e como podemos combatê-lo. Já as turmas do Trabalho Educativo – TE vivenciou um percurso de aprendizagem marcado pelo respeito, escuta e reconhecimento da força da cultura negra em nossa história. Ao longo das semanas, as/os adolescentes participaram da exibição de um filme “Que horas ela volta”, direção de Anna Muylaerte, realizaram leituras de livros que valorizam autores e protagonistas negros tais como: Quero colo”, de Stela Barbieri e Fernando Vilela, “Cabelo de lelê”, de Valéria Belém com ilustração de Adriana Mendonça, “Negrinho do pastoreio”, de Carlos Urbim e Rodrigo Rosa, “Os negrões no Rio Grande do Sul”, de Cláudio Moreira Bento, “O conteúdo jurídico do Princípio da Igualdade”, de Celso Antônio Bandeira de Mello e “A verdadeira história de Domingos Xavier”, de José Luandino Vieira, e construíram juntos uma roda de conversa com reflexões sobre identidade, igualdade, preconceito e convivência.

 

 

O PEI, realizou uma tarde literária, nominada “Vozes da África: Literatura, Cultura e identidade”, abordando sobre o dia da consciência negra, a partir de algumas obras literárias, observando a etariedade e complexidade, as obras estudadas foram Menina bonita do laço de fita, Quarto de Despejo, Chuva de Manga, Anansi, Preta Rainha e Velho Baobá que compõem um conjunto literário fundamental para a valorização da cultura afro-brasileira e africana, bem como para a construção de uma educação antirracista. Cada uma das obras, ao seu modo e a partir de diferentes gêneros e faixas etárias, contribui para ampliar a representatividade negra, fortalecer identidades e promover reflexões profundas sobre sociedade, memória e ancestralidade. Em conjunto, essas narrativas constroem um mosaico literário que amplia o olhar sobre a negritude, abordando desde o âmbito íntimo e familiar até questões sociais mais amplas. Por meio de beleza, resistência, memória e denúncia, elas ajudam a desenvolver educandos mais sensíveis, críticos e conscientes da importância da diversidade cultural. São obras que não apenas contam histórias, mas também transformam visões de mundo, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, plural e acolhedora.

 

 

O CJ da Lomba do Pinheiro realizou um Baile Black, os bailes e festas desempenham um papel fundamental no fortalecimento da identidade negra, especialmente no contexto histórico e social do Brasil, país com grande população negra. Esses eventos não são apenas espaços de lazer — eles também funcionam como formas de resistência cultural, afirmação identitária e valorização da ancestralidade. Nesta ocasião o qual as juventudes apresentaram produções artísticas e intervenções culturais. Houve apresentações das/os adolescentes das Oficinas de Provocações Artísticas, com a turma do Embelezamento foi apresentada tranças e turbantes feitas durante a atividade, já na Barbearia, diferentes cortes de cabelo, além de apresentações de rap e trap com o grupo da Oficina Letras e Rimas, bem como o passinho com o grupo da Oficina Show Case.

 

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