GABRIEL,
Centro da Juventude – Lomba do Pinheiro

Ser um jovem gay numa sociedade tão preconceituosa é meio complicado. Realmente, ser gay hoje em dia é mais fácil do que ser gay a alguns anos atrás, mas nem por isso que o preconceito está mais fácil de se lidar.

 Eu já sofri inúmeras vezes por causa da homofobia, já jogaram pedras em mim, já ouvi “piadinhas” e muitas ofensas de baixo calão.

 Mas sempre que essas coisas acontecem eu não dou “bola”, isto é, continuo na minha sem perder a linha, pois sei que se eu reagir vai ser pior para mim, o máximo que eu faço é pedir a ajuda de alguém na rua.

 Então para todos os LGBT’s que estão lendo, dou um pequeno aviso, não reaja a agressões verbais e físicas, se você ouvir “piadinhas” passe reto sem dar atenção ou se você for agredido fisicamente, peça ajuda ao mais próximo, pois reagir será pior.

 Fico tão triste também em saber que o país que vivo é considerado uns que mais matam homossexuais no mundo, muitas vezes tenho medo de sair de casa para ir à escola e não voltar mais, não voltar para os meus pais, meus amigos, minha família, e entrar para essa porcentagem de gays mortos a cada minuto.

 Ainda tenho esperança de um mundo sem preconceito em que todos tenham seu respectivo respeito e igualdade.

Depoimento de Gabriel, 16 anos, do Centro da Juventude – Lomba do Pinheiro, CPCA em razão do Dia Nacional do Jovem, 13 de abril. O jovem busca, diante de seu contexto social, pedagógico e sexual contextualizar O QUE É SER JOVEM E LGBT+?

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